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Eu gosto de escrever...claraclarice

A leitura é um prazer.Escrever, uma manifestação da alma... Todos devemos escrever o que ela nos diz sem pretensões mas confiante de que tudo tem a finalidade de seguir a trilha do conhecimento próprio com AMOR.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Em Lugar Nenhum...


Postado por claraclarice às 09:55
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Depois de uma Travessia....


"FECHAM-SE OS CADERNOS VELHOS
RABISCADOS E DE LÁGRIMAS MARCADOS.
GUARDAM-SE COM FITAS COR DE ROSA,
AS HISTÓRIAS PASSADAS...
NÃO MAIS A LAMENTAR
POIS TUDO O QUE PASSOU
SÃO DEGRAUS A ME ELEVAR!
EM MEUS 'VERSOS' POSSO
ESCREVER O MEU NOVO AMANHECER...
JÁ POSSO COM CERTEZA
OBSERVAR A BELEZA
QUE EXISTE A ME ESPERAR!"

em 27/04/2010

Alma peregrina



Viajante, tantas vezes sem rumo...
Passeando por vidas infinitas
Vivendo dissabores e amores.
Indo e vindo neste mundo..
Alma viajante, sem prumo
sem medida ou direção!
Olhar perdido a sonhar...
Sonhar sem ver ou ouvir!
Um dia , em séculos idos
Sem ver na vida nenhum sentido
Começou a clamar: onde estou?
Porque ir ou ficar?

Só então passou a observar
E ver! ouvir ao longe
um chamado
num aviso prolongado:
Descubra o Meu caminho
nele tem espinhos
que serão teu despertar!
Desde então
A vida não é mais um passeio
É uma busca dentro do coração...
Encontrar respostas
Exausta de tanto perguntar
passou somente a orar!
- Que faço Senhor?
Você precisa abrir-se para o AMOR.
Amar é sentir no seu coração
A imensa gratidão pela vida
A te abençoar...


clariceBM 30/04/09

Filho

TENHO MEDO!

ACORDO, ouço gemidos

sinto frio, e aflição.

Penso em ti e vejo a solidão....

Seu silêncio, sua dor,

sua escuridão...

De longe sinto sua reação

que ao me ver só diz não,não....

Sinto medo, dor aflição

Um imenso bloco de gelo

Envolve-me quando vejo seu olhar...

Vou e volto, escuto,espero

Saber de ti é tudo o que eu quero.

Segurar sua mão....

E te dizer:

Vem comigo!

Sai deste desabrigo, desta ausência

Despe este manto de desesperanças

Desfaz este frio no olhar

Não despreza quem te ama,

Que por ti clama

À Deus em oração...

Sinto a Esperança, ao teu lado.

Que não se cansa

De chamar e esperar.

Vem comigo, sou eu o teu abrigo!

É em mim que vais descansar

Em teu peito moro, em tua alma vivo

Sou Eu o Mestre

Que está sempre contigo...

Confia, confia...

Tudo se dilui em um segundo

Se ficar sempre comigo.

Vem, sai deste desabrigo!

Tudo está pronto no seu coração

Deixe a luz penetrar, na mente teimosa

que não sabe o quanto é perigosa

esta sua maneira de estar...

Veja ao seu redor,

quantos estão a te esperar

prontos a te acolher

proteger e amar...

Não tenho mais medo, quando começo a orar!

Sou sua Mãe, não posso te deixar.

Ajuda-me, pois agora sou eu que estou a precisar....

Da paz entre nós, de te ouvir e falar....

Podes ir ou ficar... isto não vai importar

se eu puder ver uma luz em teu olhar.

Pois saberei que Jesus estará a te acompanhar.

MÃE 19/04/09 06:25H


Ausência

Ausência


Sem palavras, nada para dizer!
Ausências de sonhos e vontades.
Silêncio. Ouvidos surdos....
Vazio, espera, sem o que fazer.
Esperar, esperando o tempo passando.
Calmaria em alto mar
Quanto tempo vai durar?
Que tempo vou ter
E nem sei o que vai chegar!

Sinto-me só, falta de mim mesma.
E da vontade de ir, e de lutar.
A esperança está triste, calada.
O tempo não pára e faz lembrar.
Esperar, sem saber o que pode ainda acontecer?

ClariceBM 15/03/2009


Metamorfose


No dia que se tornou mãe
Renunciou à mulher...
Não porque quisesse mas porque
Deixou de ser , aos poucos,
Tornou-se sombra da outra

A mãe presente, sempre devotada.
Braços abertos, coração pulsando.
Olhos e ouvidos atentos....
Nem sono, nem sossego!
Só cuidados e sobressaltos.
E o tempo passando.......

A mulher, à esperar
voltar ao começo, aos desejos e sonhos!
Mas só... depois....depois.....
Os arroubos a paixão?
O tempo a passar,só depois ,depois.

A mãe tudo vence e despede-se
Da mulher, que cala e se vai....
Cansada, vê que os dias são tão longos....
Seus pés não vão alcançar
o tempo, a tempo de recomeçar!

A mulher ausente, sempre calada...
Desistiu sem notar, parou de esperar.
Não porque quisesse, mas porque
Tornou-se a sombra do que poderia ter sido!

ClariceBM 15/12/08


Ainda sobre filhos!

Os Filhos(Do Livro "O Profeta")
Kahlil Gibran

Uma mulher que carregava o filho nos braços disse:

"Fala-nos dos filhos."
E ele falou:



Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.

Vêm através de vós, mas não de vós.

E embora vivam convosco, não vos pertencem.

Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,

Porque eles têm seus próprios pensamentos.

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;

Pois suas almas moram na mansão do amanhã,

Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,

Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.

Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.

O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força

Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.

Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:

Pois assim como ele ama a flecha que voa,

Ama também o arco que permanece estável.


Para refletir!


Os pais são para os filhos, mas os filhos não são para os pais.

Os filhos são a glória e a alegria dos esposos. Mas a missão dos pais exige uma renúncia, porque o amor paterno - e a própria felicidade, que é a sua recompensa - só se realizam pelo dom de si próprio.
Nisto vamos encontrar a regra de todo o amor: mas a oposição entre o amor egoísta que recebe e o amor desinteressado que dá é mais acentuada ainda no amor paternal do que no amor conjugal, porque não há entre os pais e os filhos a mesma reciprocidade que há entre os esposos.
Os pais devem viver para os filhos, mas os filhos não devem viver para os pais. Devem aos pais afeto, reconhecimento, respeito, mas estes deveres não postulam que lhes consagrem as suas vidas, ao passo que os pais, durante todo o tempo em que os filhos necessitam deles, têm o dever de lhes consagrar a vida.
Porque a lei da natureza lança o gênero humano para a frente. Os pais são o passado; os filhos, o futuro. O papel dos pais é transmitir a vida e desaparecer depois de haverem confiado aos filhos todos os bens que possuem. A transmissão da fortuna não é mais do que o símbolo da transmissão dos bens do corpo, da alma e do coração, que os filhos recebem dos pais, primeiramente por nascimento e, depois, pela educação.
E é lei da natureza que, tendo os pais dado tudo aos seus filhos, lhes não entreguem estes o que receberam, mas por sua vez o transmitam aos seus filhos, e se dediquem a estes, como os seus pais se dedicaram a eles. Os pais são, pois, para os filhos. E os filhos não são para os pais. A natureza é impiedosa: nada há para os pais na missão paterna; é tudo para os filhos. Os pais encontram nela a sua recompensa, mas com a condição de a não procurarem e de nem sequer pensarem nisso. Todo o volver sobre si mesmos da sua parte diminui o afeto e o respeito que os filhos lhes dedicam e, por conseqüência, as verdadeiras satisfações que os filhos lhes poderão dar.
As famílias em que os filhos fazem o impossível por agradar aos pais, por lhes satisfazer os desejos, por lhes testemunhar o seu afeto, são precisamente aquelas em que os filhos têm a consciência de que os pais viveram para eles e só neles pensaram.
Talvez em nenhum outro domínio se verifique com mais rigor a lei da vida moral que afirma não encontrar o homem a felicidade senão com a condição de a não procurar, e de que a preocupação da felicidade mata a felicidade. Porque o filho é um ser humano jovem, necessariamente orientado para o seu próprio desenvolvimento, e os pais têm a função de lhe assegurar esse desenvolvimento, criando as necessárias condições e conduzindo o filho pelo caminho que lhe convém. Digo bem: que lhe convém, não o que lhes convém.
E, logo, quando o filho, tendo tirado aos pais tudo o que podia tirar, chega à idade em que é senhor do seu destino, manda a lei da natureza que deixe os seus pais e vá realizar a sua missão de homem com a companheira que tiver escolhido.
A felicidade dos pais reside em serem as testemunhas da felicidade dos filhos, as testemunhas do seu êxito e em sentir orgulho desse êxito, porque os seus filhos são os seus filhos e a sua felicidade, os seus êxitos são, de algum modo, os dos seus pais.
Já vimos que os pais são ajudados a este desinteresse pelos próprios laços naturais que os unem aos seus filhos.
O amor dos pais é desinteressado por natureza, no sentido de que é natural nos pais considerar a felicidade e a infelicidade dos filhos, os seus sucessos e os seus fracassos, como próprios. Mas em muitos pais de alma mais ou menos vulgar, este desinteresse só se manifesta nas grandes ocasiões. Devotar-se-ão, por exemplo, ou farão grandes sacrifícios monetários para cuidar do filho doente mas, na vida corrente, só pensarão em si próprios e só procurarão no filho a sua satisfação pessoal.
Os pais também devem aprender a amar. Como os esposos. Mas os pais são esposos, esposos primeiramente, pais depois. Do mesmo modo que o amor conjugal se deve purificar, o amor dos pais deve tomar a forma inteiramente desinteressada que lhe convém. (Jacques Leclercq)

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